Prêmio MASP Mercedes Benz
O Prêmio MASP Mercedes-Benz de Artes Visuais tem como objetivo incentivar a arte no país, criar condições para o reconhecimento de artistas já estabelecidos e estimular novos talentos, trazendo-os também para a programação e acervo do MASP.
        Criado esse ano pelo museu com patrocínio da Mercedes-Benz e apoio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, o valor concedido à categoria principal é o mais alto já pago a um único artista no Brasil na área
das artes visuais e um dos maiores prêmios do mundo.
        Nessa primeira edição, um júri internacional premiou a artista brasileira de origem italiana Anna Maria Maiolino e também, como Talento Emergente, Paulo Nazareth, ambos por unanimidade. Eles receberão, como estímulo, R$ 200 mil e R$ 70 mil, respectivamente.
        Em dezembro, o MASP realizou exposição com obras dos dois artistas agraciados.
A artista realiza sua obra com diversas mídias. "Mudar de suporte estende o discurso da obra e acresce-a de novos significados", diz. Em 1967, participou com Hélio Oiticica da exposição Nova Objetividade Brasileira, que reuniu diferentes vertentes das vanguardas nacionais – arte concreta, neoconcretismo e nova figuração. Assina o manifesto Declaração dos Princípios Básicos da Vanguarda. Em 1989, a ABCA destaca sua obra com o prêmio Mario Pedrosa, por sua mostra no Centro Cultural Cândido Mendes, Rio de Janeiro. Em 1994, recebe o prêmio Pesquisa de Linguagem da APCA pela exposição Um, Nenhum Cem Mil, no Gabinete de Arte Raquel Arnaund, São Paulo. Em 2010, a Fundação Antoní Tàpies de Barcelona, Espanha, realiza uma grande retrospectiva da sua obra. Atualmente, expõe na 13ª Documenta de Kassel, na Alemanha, com a instalação Here & There.


Paulo Nazareth vive e trabalha mundo afora.
Ele incorpora a ideia do artista como uma espécie de conector, um decodificador performativo ou porta para outras compreensões do existir. Seus estão relacionados à raça, ideologia, diferenças sociais, desenvolvimento e são sempre sustentados por uma visão categórica da vida ética em si – que coloca em relevo os laços afetivos que ligam a vida individual à vida coletiva, este momento ao próximo, o particular ao universal.



TEIXEIRA COELHO
Romancista e crítico de arte, Teixeira é Curador Coordenador do MASP desde 2006. Foi também diretor do MAC (Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo), onde é Professor Titular de Política Cultural na Escola de Comunicação e Artes.
É colaborador da Cátedra Unesco de Política Cultural da Universidad de Girona, Espanha. Publicou, entre outros, Moderno, Pós-Moderno, Niemeyer: um romance e O homem que vive. Ganhou um Prêmio Portugal Telecom 2007 por História Natural da Ditadura.

CHRIS DERCON
Belga de nascimento, tem boa parte de sua formação em história da arte, teoria do cinema e estudos de teatro feita em Amsterdam e Leiden, na Holanda. De 1996 a 2003, foi diretor do museu Boijmans Van Beuningen, em Roterdam. Lá iniciou um processo de expansão e renovação dos programas e, ainda em 2003, se tornou diretor da Haus der Kunst em Munique, Alemanha, levando arquitetura, moda, filmes e grandes exposições de artistas como Gerhard Richter e Anish Kapoor. Em 2010, foi escolhido como o novo diretor da Tate Modern, na Inglaterra.
JOSÉ ROCA
O colombiano José Roca integrou a equipe curatorial da 27ª Bienal de São Paulo em 2006, o júri da 52ª Bienal de Veneza em 2007 e foi curador da 8ª Bienal do Mercosul em 2011. Arquiteto, fez mestrado em Design e Gestão de Edificações Culturais pela École d’Architecture Paris-Villemin, em Paris. No começo de sua carreira, dirigiu o programa artístico do Banco de La República, em Bogotá, tornando-o uma instituição respeitada no circuito de artes da América Latina.
MOACIR DOS ANJOS
Moacir do Anjos foi o curador geral da Bienal de São Paulo de 2010 e diretor geral do MAMAM (Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães) de Recife, entre 2001 e 2006. Ganhou destaque por suas curadorias para exposições como as individuais de Rosângela Rennó e Cildo Meireles e a coletiva de Ernesto Neto e Rivane Neuenschwander. Seus ensaios e textos críticos são regularmente publicados em livros, catálogos e revistas. É autor de Local/Global: arte em trânsito (2005).
PAULO HERKENHOFF
Um dos principais críticos de arte do Brasil, Herkenhoff já foi curador-adjunto no MoMA, em Nova York, e curador da 24ª Bienal de São Paulo, dedicada à Antropofagia. Trabalhou em diversas outras instituições de arte como a Fundação Eva Klabin, Coleção Cisneros, na Venezuela, e 9ª Documenta de Kassel,

na Alemanha. Tem vasta produção bibliográfica, da qual se destacam José Oiticica Filho de 1993, The Theme of Crisis in Contemporary Latin American Art, para um livro do MoMA de 1993 e Louise Burgeois, Arquitetura e Salto Alto, para a 23ª Bienal de São Paulo, de 1996.
Anna Maria Maiolino trouxe ao MASP, trabalhos inéditos, algumas das principais obras ao longo de seus 50 anos de carreira, além de outras que integraram a exposição realizada na Fundação Tàpies, em 2011 - principal referência para sua premiação.
Paulo Nazareth apresentou, em especial da série Notícias de América, imagens da performance realizada quando partiu de sua casa em Palmital, Minas Gerais, com o objetivo de participar da Art Basel Miami 2011. Gravuras e instalações completaram a mostra.

 

 

 

 

 



 



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